17h43, 10 de novembro de 2009
Fonte: Assessoria/MPF
Fonte: Assessoria/MPF
“O SUS foi uma conquista da sociedade e devemos destacar o seu caráter universal, pois independente de raça, credo e sexo, todos são atendidos”, a afirmação é da secretária adjunta, Júlia Levino, durante a solenidade de abertura da Caravana em Defesa do SUS, que vem percorrendo o País, mobilizando profissionais, gestores da saúde e a população em geral.
O evento foi realizado nesta quinta-feira (29), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió.
Júlia Levino evidenciou que a atual gestão tem conquistado grandes avanços na saúde pública de Alagoas, já que o Governo do Estado aplica os 12% da arrecadação na área.
“Mesmo diante desta realizada, ainda temos muito por fazer, e por isso a importância de promovermos esta discussão que a Caravana em Defesa do SUS se propõe, debatendo os problemas e apontando soluções para que possamos aprimorar o atendimento à população”.
O presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), Benedito Alexandre, salientou que a Caravana em Defesa do SUS é relevante, uma vez que irá discutir a política de saúde que está sendo executada em Alagoas.
“A caravana em defesa do SUS demonstrou que o CES, em parceria com a Sesau, mais uma vez cumpriu com seu papel para o fortalecimento do controle social no SUS, visto que, fomentar o debate sobre os problemas e os avanços do SUS se constitui em desafio permanente para assegurar a qualidade da prestação dos serviços de saúde”, ressaltou.
Durante a Caravana, foi debatida uma agenda política sobre a conjuntura atual da saúde no país, observando seus desafios e dificuldades. Além da ampliação e democratização do financiamento do SUS, por meio da regulamentação da Emenda Constitucional 29, vinculada à Contribuição Social da Saúde (CSS).
Lançamento - No evento, aconteceu ainda o lançamento da campanha do SUS como Patrimônio Social, Cultural, Imaterial da Humanidade. A Caravana em Defesa do SUS já percorreu 16 estados brasileiros e, no próximo mês, seguirá para a Bahia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, já que em dezembro todas as propostas serão apresentadas durante um Encontro Nacional em Brasília.
O evento contou ainda com as presenças do presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista Júnior; representante do Ministério da Saúde (MS), Maria da Natalidade e da promotora de Justiça, Micheline Tenório.




A Privatização da Rede Pública é Ineficiente e Injusta A Lei das Organizações Sociais (OSs) recentemente aprovada em SP
é duplamente questionável. Atualiza a velha polêmica sobre o processo de
"terceirização" da gestão que acompanha a transferência de responsabilidades
sanitárias para organizações privadas e filantrópicas que não necessariamente
dispõem de portfólios que comprovem inequívoca superioridade em termos de
eficiência administrativa e qualidade assistencial. E acrescenta a "novidade"
de autorizar o setor público a vender serviços ao setor privado (25% da
capacidade instalada). Trata-se de um "detalhe" que fere o SUS
estruturalmente, uma ameaça de “desuniversalização” do SUS, que não pode
ser encarada como artefato ingênuo, acionado para incrementar receitas.
No atual contexto, marcado pela busca de alternativas dos municípios
quanto ao "modelo de gestão" a adotar, nos marcos impostos pela ausência
de Reforma Administrativa há um esgotamento da forma com que o SUS vem
sendo construído. Vivemos um impasse. Por um lado a restrição de 54% dos
gastos para contratação de pessoal, imposta pela Lei de responsabilidade
fiscal, faz com que grande parte das cidades não possa mais contratar
pela administração direta. Por outro, há limites da "racionalidade" da
administração direta em relação ao dinamismo e complexidade do SUS.
Estamos diante de imensos desafios. Em face das tentativas de
ruptura da solidariedade social, que fundamenta o SUS, é imprescindível
repudiar as ameaças de sua fragmentação e confinamento a um programa
assistencial para brasileiros pobres. Mas não apenas isso: também assumir e
compartilhar com outras entidades científicas, organizações da sociedade civil
e órgãos governamentais os esforços para coordenar a reflexão e a construção
de alternativas para efetivar o SUS.
Nunca assistimos passivamente as políticas de desmonte do SUS. Ao
longo dos vinte anos de sua implementação, resistimos a inúmeros e intensos
ataques à garantia formal e real do direito à saúde. Por isso temos consciência
e autoridade para julgar a natureza deletéria da lei das OSs e das articulações
em curso para intensificar a capitalização e financeirização das atividades de
saúde e custeio do componente privado do complexo médico industrial.
VAMOS JUNTOS À CARAVANA POPULAR EM DEFESA DO SUS
Quando? 29/10/2009, concentração em frente à sede da SESAU no Jaraguá às 7hs00, manhã, em direção ao Centro de Convenções
A Caravana Popular em Defesa do SUS além de trazer o conteúdo político da luta em defesa do SUS, irá trazer intervenções/atrações culturais tais como o Grupo Bate Lata Roda Viva, Maracatu. Com muita música e arte mostraremos que a cultura e o engajamento andam de braços dados com a luta.
A CARAVANA tem a intenção de mobilizar a população em favor do SUS como Patrimônio Social, Cultural e Imaterial da Humanidade e da regulamentação da Emenda Constitucional n.º 29
Veja a programação da Caravana em Defesa do SUS do Centro de Convenções (29/10/2009):
08hs Credenciamento
09hs Ato Político de lançamento da "Caravana em Defesa do SUS"
10hs - Avanços e Desafios do SUS - Francisco Batista Júnior (Presidente do Conselho Nacional de Saúde.)
14hs - 1ª Conferência Mundial de Desenvolvimento dos Sistemas Universais da Saúde e Seguridade Social - Comissão Organizadora da 1ª Conferência Mundial.
16hs - O SUS como Patrimônio da Humanidade - Secretaria de Gestão Estratégica Participativa do Ministério da Saúde
Este é um momento crucial de luta em defesa da saúde pública
Contamos, desde já, com a sua importante participação na Caravana Popular em Defesa do SUS
Procedimentos de alto custo foram realizados em pacientes já falecidos
O processo está tramitando na 4ª Vara Federal, sob o nº 2006.80.00.004687-1.
O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas denunciou à Justiça Federal nove médicos por irregularidades em procedimentos de alta complexidade realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na Santa Casa de Misericórdia da Maceió. Os denunciados são acusados de fraudar mais de 1.600 procedimentos, que causaram um prejuízo de R$ 1,2 milhão ao SUS em Alagoas.
Os acusados vão responder pelos crimes de estelionato qualificado e formação de quadrilha. Segundo a procuradora da República Niedja Kaspary, autora da denúncia, as irregularidades ocorreram no período de janeiro de 2001 a março de 2002 e foram detectadas em auditoria feita pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus).
Durante as investigações, foi descoberto que os denunciados emitiam laudos falsos com o intuito de obter vantagem ilícita em benefício próprio e da Santa Casa Misericórdia. Também foram identificados diversos procedimentos realizados após a morte dos pacientes a que se destinavam.
Os médicos não foram encontrados para falar sobre a denúncia, mas de acordo coma assessoria de imprensa da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, todos negam qualquer participação direta nas irregularidades.
comentários
ARTUR em 27/10/2009 às 18:33
INFELISMENTE EU PERGUNTO: TEM DIFERENÇA DE UM LADRÃO DESQUALIFICADO, SEM ESTUDO, SEM FORMAÇÃO? QUERENDO GANHAR AS CUSTAS DE QUEM ESTÁ MORRENDO, OU MORREU? UMA VERGONHA!...
Neto em 27/10/2009 às 17:00
Não venham me dizer que a cúpula da Santa Casa não tinha conhecimento destes fatos. A Santa Casa é a maior instituição médico-hospitalar desse Estado, só fazendo "filantropia". É mole ou querem mais ???
Portaria recente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) ao setor de Nutrição e Dietética do Hospital Geral do Estado (HGE) determina que o fornecimento da alimentação de pacientes e funcionários do Hospital será suspenso durante 12 horas ao dia: das 19h até as 7 horas da manhã. O motivo, segundo os funcionários, é contenção de despesas com horas extras.
A determinação tem deixado as equipes preocupadas, tanto com a redistribuição das atividades por profissionais não capacitados quanto com o risco que os pacientes correm sem a dieta nutricional necessária.
De acordo com a coordenadora do setor de Nutrição e Dietética do HGE, Ana Martha, para muitos pacientes a alimentação durante esse período é parte do tratamento, por isso é considerada indispensável. Na mesma situação estão as crianças atendidas no HGE. Aproximadamente 15% são menores de um ano e necessitam de assistência diferenciada.
“Os funcionários do Hospital recebem a ceia das 21h30 até as 23h30, e muitos que estão em procedimento só conseguem se alimentar depois desse horário, às vezes na madrugada. Todos eles têm direito à alimentação assegurada por lei. Outra coisa que precisa ser levada em conta é o fato de o desjejum começar a ser confeccionado às 4h30 da manhã”, explicou a coordenadora.
Ela conta que por enquanto não recebeu nenhuma determinação oficial e alguns pontos ainda precisam ser esclarecidos, como por exemplo, “a quem caberá o serviço de prescrição e entrega da dieta?”. Ana Martha acredita que a mudança no serviço, além de ferir a política de humanização do HGE, vai acabar prejudicando os pacientes. “Os leitos não oficiais como o pessoal que está sendo atendido nos corredores e na observação serão preteridos, já que os profissionais do nível médio não têm autonomia para prescrever. Os pacientes da UTI submetidos à terapia nutricional também ficarão desassistidos”, alerta.
A atual estrutura do setor foi elaborada e autorizada pela própria Sesau quando da criação do HGE, asseguram os profissionais. Paralelo à política de humanização e as instruções do Conselho Regional de Nutrição, a equipe realizou um estudo sobre o perfil e risco nutricional dos pacientes atendidos pelo HGE. Na ocasião, a equipe constatou que 70% dos pacientes correm risco nutricional e precisam ser monitorados durante todo o dia. “Nutrição não é distribuição de comida”, desabafa a coordenadora do setor.
Os profissionais elaboraram um documento detalhado sobre as atividades desenvolvidas pelo setor e o impacto da suspensão do atendimento durante o período de 12 horas, endereçado ao secretário de Saúde do Estado, Hebert Motta. Os profissionais acreditam poder reverter a situação antes que prejudique os pacientes. Pelo documento entregue pelo diretor do HGE, a determinação começa a vigorar no dia 1º de novembro.
O Movimento Unificado da Saúde entrou em contato com o secretário de Saúde que garantiu desconhecer a portaria e se comprometeu em receber a categoria na próxima semana. “Há quem diga que o corte é um sinal de que o Governo pode terceirizar o setor. Não queremos privatização, nem suspensão do serviço. Por defesa e respeito aos pacientes e aos trabalhadores”, disse Wellington Monteiro, integrante do Movimento.
“A questão da segurança alimentar é fundamental, mesmo porque a demanda do HGE é de pacientes carentes com problemas nutricionais”, finaliza.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) afirma ser mentirosa a informação repassada ao Alagoas24horas, sobre a instituição de “...portaria ao setor de Nutrição e Dietética do Hospital Geral do Estado (HGE) determinando que o fornecimento da alimentação de pacientes e funcionários do Hospital seja suspenso...”.
A Sesau, tranquiliza a todos, funcionários, pacientes e acompanhantes, que não haverá nenhuma mudança nem suspensão da alimentação e garante continuar investindo mais para avançar na modernização e melhoria dos nossos serviços.
A Sesau ressalta ainda, que a informação além de leviana fere princípios de respeito da atual gestão aos funcionários e usuários do Sistema Único de Saúde, principalmente dos que atuam no HGE, nossa principal unidade de referência em urgência e emergência do Estado.
Por fim, esclarece também que em função do política de reestruturação especialmente no HGE, visando melhorar as condições de trabalho e de assistência aos nossos pacientes, infelizmente algumas reações contrárias a esse processo vem sendo desencadeadas.