sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Sesau desmente suspensão de alimentação no HGE

Foto:
HGE
Ascom

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), afirma ser mentirosa a informação repassada ao Alagoas24horas, sobre a instituição de “...portaria ao setor de Nutrição e Dietética do Hospital Geral do Estado (HGE) determinando que o fornecimento da alimentação de pacientes e funcionários do Hospital seja suspenso...”.

A Sesau, tranquiliza a todos, funcionários, pacientes e acompanhantes, que não haverá nenhuma mudança nem suspensão da alimentação e garante continuar investindo mais para avançar na modernização e melhoria dos nossos serviços.

A Sesau ressalta ainda, que a informação além de leviana fere princípios de respeito da atual gestão aos funcionários e usuários do Sistema Único de Saúde, principalmente dos que atuam no HGE, nossa principal unidade de referência em urgência e emergência do Estado.

Por fim, esclarece também que em função do política de reestruturação especialmente no HGE, visando melhorar as condições de trabalho e de assistência aos nossos pacientes, infelizmente algumas reações contrárias a esse processo vem sendo desencadeadas.

Fonte: Ascom/Sesau-AL


Verdade ou não, nós do Fórum em Defesa do SUS e Contra a Privatização ficaremos de olhos e ouvidos bem abertos!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nossa Participação no Seminário em Defesa do SUS

A participação do nosso Fórum em Defesa do SUS no Seminário em Defesa do SUS,realizado no último dia 29/09/2009, na Cruz das Almas, foi muito positiva.

Marcamos posição contrária e contundente contra a privatização. Conseguimos lotar o auditório, os núcleos do Fórum estavam presentes (Portugal Ramalho, HGE, HU e Santa Mônica), os estudantes da UFAL e UNCISAL, sindicatos, conselheiros também estavam e não fizeram diferente.

Pensamos que ganhamos o debate, por nossos argumentos, que desde a mesa ao plenário foram os mais bem fundamentados.
O nosso Manifesto, encaminhado aos gestores, marcou o que pensamos e o que queremos; As palavras de ordem demonstraram que falamos em coro afinado (mesmo sem ensaio, de improviso).

É esta força e esta chama acesa que devemos cultivar.

Parabéns a todos e todas, essa vitória é da saúde.

Caravana em Defesa do SUS






Local: Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso. R. Celso Piatti, s/n. Jaraguá. Maceió - AL

Quando: 29/10/2009

Horário : das 08h00 às 18h00

O que é a Caravana?

A Caravana faz parte da agenda política do CNS e tem como tema central a defesa do SUS como Patrimônio Social e Cultural da Humanidade, bem como Gestão do Trabalho, Modelo de Atenção, Financiamento, Controle Social, Intersetorialidade, Complexo Produtivo da Saúde e Humanização no SUS.

A Caravana tem a intenção de promover debates em torno da conjuntura atual na saúde, considerando a crise e as dificuldades no aumento de investimentos públicos e de serviços, respeitando realidades específicas e necessidades de cada Estado.

A organização da Caravana é do CNS em parcerias com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Conselhos de Saúde, Conass e Conasems, Movimentos Sociais e terá como convidados Universidades, Ministério Público, Legislativos Estaduais e Municipais.

Em Maceió quais os seus objetivos?

Ela tem o objetivo de fortalecer o controle social sobre a Política de Saúde no estado e nos municipios;

Ela irá mobilizar a população em favor do SUS como patrimônio Social, Cultural e Imaterial da Humanidade e da regulamentação da Emenda Constitucional n.º 29.

E a programação? (prévia)

08h00 Credenciamento.

09h00 Ato Político de lançamento da "Caravana em Defesa do SUS".

10h00 Painel

Avanços e Desafios do SUS - Apresenção: Francisco Batista Júnior - Presidente do Conselho Nacional de Saúde.

1ª Conferência Mundial de Desenvolvimento dos Sistemas Universais da Saúde e Seguridade Social - Apresentação: Comissão Organizadora da 1ª Conferência Mundial.

Moderadores:

Secretaria de Gestão Estratégica participativa (SGEP) do Ministério da Saúde.

secretários de Saúde (CONASS).

Conselho NAcional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).

11h45 Debate em Plenário.

12h30 Almoço.

14h00 Painel:

Avanços e Desafios do SUS no Estado de Alagoas - Apresentação: a definir.

Moderadores:

Representantes COSEMS, CES/AL, Ministério Público.

15h45 Debate em Plenário

16h00 Painel:

O SUS como Patrimônio da Humanidade - Apresentação: Secretaria de Gestão Estratégica Participativa do Ministério da Saúde.

17h30 Debate em Plenário

18h00 Encerramento






segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sem contratualização Instituições Filantrópicas não poderão receber dinheiro público, diz MPF

"O encontro, realizado no Ministério Público Federal, no Farol, teve o objetivo de discutir a finalização do processo de contratualização, principalmente a Santa Casa de Misericórdia, que ainda não assinou o contrato com o município de Maceió.
Foto: Olival Santos
Encontro reuniu gestores e prestadores
Júlio Cezar

Os secretários estadual e municipal de Saúde de Maceió, Herbert Motta e Francisco Lins, diretores de hospitais filantrópicos, que prestam serviços ao Sistema Único (SUS), participaram ontem (30), de reunião com o procurador da República, Rodrigo Tenório e o promotor de Justiça, Ubirajara Ramos, da promotoria da Saúde.

O encontro, realizado no Ministério Público Federal, no Farol, teve o objetivo de discutir a finalização do processo de contratualização, principalmente a Santa Casa de Misericórdia, que ainda não assinou o contrato com o município de Maceió.

Categórico, o procurador da República, disse aos gestores que nenhum hospital poderá receber recursos públicos sem assinar a contratualização. Segundo Rodrigo Tenório, o contrato de prestação de serviço entre gestor e prestador do SUS não é obrigatório, mas este não poderá receber nenhum centavo sem que ele [o prestador] esteja devidamente contratualizado. Caso ocorra, advertiu, o gestor poderá receber multa e até responder por crime de improbidade.

Ainda de acordo com Tenório, caso haja negativa de qualquer hospital filantrópico de assinar a contratualização, os recursos utilizados para assistência naquela unidade devem ser remanejados para outros prestadores. Em tom de advertência, ele ressaltou que hospital filantrópico que não tem contrato de prestação de serviço com o SUS, além do bloqueio do repasse de dinheiro público, a unidade fica impedida de receber novos equipamentos e utilizar bandeira filantrópica. Até mesmo, os equipamentos doados pelo SUS devem ser devolvidos em caso de descredenciamento.

A proposta de Motta e Lins, que defenderam a garantia da assistência à população, é que a Santa Casa, assine a contratualização com base nos serviços já realizados. Após essa etapa, assegurou os gestores, haveria uma nova rodada de entendimentos com a participação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, inclusive com a possibilidade de aporte de novos recursos.

“A preocupação do Estado é assegurar o acesso ao serviço, mas sem abrir mão do instrumento legal da contratualização” frisou Motta, elogiando a importância dos hospitais filantrópicos no SUS. Já na opinião de Lins, “a Santa Casa pleiteia um aporte maior de recursos, que Maceió não tem condições de atender, mas proponho um novo encontro como tentativa de encontrar uma saída” garantiu.

Por sua vez, o provedor da Santa Casa, Humberto Gomes, sinalizou com a possibilidade de a instituição assinar a contratualização. O contrato ocorre a partir da necessidade do sistema e não do prestador, assim como já fizeram os hospitais do Açúcar, Sanatório, e HU.

Atualmente, o teto financeiro mensal da assistência ambulatorial e hospitalar da Santa Casa de Maceió é de R$ 2,8 milhões, somados aos recursos mensais do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), na ordem aproximadamente R$ 300 mil reais. Como incentivo para o fortalecimento da assistência, o Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Saúde, destina através do programa de fortalecimento da rede hospitalar (Prohosp) cerca de R$ 4,3 mihões/ano. Os recursos do Prohosp são repassados pelo Estado via Fundo Municipal de Saúde, ou seja, “fundo a fundo”, como denomina a área técnica."
Fonte: Ascom/Sesau-AL

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Análises das propostas do PPSUS serão concluídas esta semana

Segundo a técnica da Gerência de Ciência e Tecnologia da Sesau, Graça Seabra, a ação está sendo realizada através de um convênio de gestão compartilhada entre os governos federal e estadual.
Foto: Olival Santos
PPSUS.jpg
Desde segunda-feira (21), os técnicos Sesau, Ministério da Saúde e Fapeal estão reunidos analisando o orçamento de cada projeto.
Mônica Lima

A última etapa do processo de julgamento das propostas dos projetos de pesquisas submetidas ao edital do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) será concluída esta semana.

Desde segunda-feira (21) os técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Ministério da Saúde e Fapeal estão reunidos analisando o orçamento de cada projeto. Os projetos aprovados vão receber apoio financeiro. A divulgação do resultado deverá ocorrer até a primeira quinzena de outubro.

Segundo a técnica da Gerência de Ciência e Tecnologia da Sesau, Graça Seabra, a ação está sendo realizada através de um convênio de gestão compartilhada entre os governos federal e estadual. De acordo com Graça, o edital PPSUS tem como finalidade identificar os projetos voltados para as necessidades da Sesau.

O processo de avaliação foi dividido em cinco etapas. Na primeira, que aconteceu em junho deste ano, foi feito o enquadramento do edital. Na segunda etapa, consultores ad hoc analisaram a demanda qualificada, quanto ao mérito e relevância da proposta.

Em seguida, uma comissão de especialistas e pesquisadores procederam uma análise qualitativa e quantitativa da demanda a ser realizada. Durante a quarta etapa o Comitê Gestor Local fez uma análise observando o orçamento dos projetos a partir das observações e dos pareceres das análises das etapas anteriores, em que foi levada em conta a relevância sócio-sanitária de cada proposta


Fonte: Ascom/Sesau-AL

PEC 29: entidades e gestores da Saúde cobram apoio de Lula

A mobilização reúne Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Saúde (CNS)
Foto: Divulgação Conass
Presidente do CNS, Francisco Junior promete atos públicos.jpg
Gestores e dirigentes de entidades ligadas à Saúde, estiveram reunidos com parlamentares de vários Estados para definição de estratégias que possam acelerar o andamento da PEC 29 no Congresso Nacional.
Júlio Cezar

Em mais uma investida para sensibilizar deputados e senadores sobre a importância da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 29 (PEC), para financiar o Sistema Único de Saúde (SUS), gestores e dirigentes de entidades ligadas à Saúde, estiveram reunidos na quarta-feira (23), com parlamentares de vários Estados para definição de estratégias que possam acelerar o andamento da matéria no Congresso Nacional.

A mobilização nacional, que reúne Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Saúde (CNS), articula, nessa primeira etapa, as bancadas federais dos Estados.

Para o secretário da Saúde, Herbert Motta, que representou o Conass, destacou a importância da mobilização e relembrou o apoio da bancada federal de Alagoas já anunciado pelo líder Augusto Farias. “Em Minas Gerais o movimento está organizando ato público, enquanto em Brasília está sendo preparada grande caminhada em direção ao Planalto para pedir o apoio do presidente Lula” antecipou.

“O deputado Augusto Farias disse não existir problemas com a bancada federal para aprovar a PEC 29. Nós (gestores) estamos em meio a uma guerra e somos conscientes que para vencê-la teremos que ganhar várias batalhas” disse em metáfora.

PEC 29 – Além de fixar os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, estados e municípios, a emenda obrigou a União a investir em saúde, em 2000, 5% a mais do que havia investido no ano anterior e determinou que nos anos seguintes esse valor fosse corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Os estados ficaram obrigados a aplicar 12% da arrecadação de impostos, e os municípios, 15%. Trata-se de uma regra transitória, que deveria ter vigorado até 2004, mas que continua em vigor por falta de uma lei complementar que regulamente a emenda.

De acordo com o MS, aprovada a injeção desses novos recursos no SUS, seria possível reajustar a tabela SUS, adquirir mais ambulâncias e helicópteros para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ampliar os programas Saúde da Família e Saúde Bucal em todo o Brasil, criar 500 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), 450 Caps, 20 novos centros de tratamento do câncer, 300 novos serviços de hemodiálise, 300 serviços de cardiologia etc.


Fonte: Ascom/Sesau-AL

SEMINÁRIO EM DEFESA DO SUS

REALIZAÇÃO

CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE DE ALAGOAS

Tema:

Fundações Estatais de Direito Privado, Organizações Sociais de Saúde (OSS’s), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP’s) e suas conseqüências para o SUS.

Data:

29 de setembro de 2009

Horário:

08h30 às 12h30

Local:

Auditório do Hotel Matsubara, situado à Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, 1551 – Cruz das Almas

PROGRAMAÇÃO

08h30 –

Abertura

09h10 –

Mesa Redonda

Tema:

“Fundações Estatais de Direito Privado, Organizações Sociais de Saúde (OSS’s), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP’s) e suas conseqüências para o SUS”

Palestrantes:

09h10 –

FRANCISCO BATISTA JÚNIOR

Presidente do Conselho Nacional de Saúde – CNS

09h40 -

Representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS

Debatedores:

10h10 –

MARIA VALÉRIA COSTA CORREIA

Representante do antigo Fórum Permanente Contra as Fundações Estatais de Direito Privado e em Defesa do Serviço Público dos Direitos Sociais e atual Fórum em Defesa do SUS e Contra a Privatização.

10h25 –

VANILO SOARES DA SILVA

Superintendente de Atenção à Saúde – SUAS/SESAU

10h40 –

Posicionamento do Ministério Público Estadual

DRª. MICHELINE TENÓRIO

Promotora de Justiça da II PRODSID

Ministério Público Estadual

11h00 –

Debate em Plenário

12h30 –

Encerramento

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

16 Estados, incluindo Alagoas, desviam recursos da saúde

seg, 14/09/09 em http://colunas.gazetaweb.globo.com/celiogomes/2009/09/14/16-estados-incluindo-alagoas-desviam-recursos-da-saude/

por Celio Gomes
categoria Governo, Saúde Pública


"11h35 - Alagoas é um dos 16 estados que descumprem a Constituição ao destinar menos de 12% do orçamento para investimento em saúde. É o que revela um relatório do Ministério da Saúde, divulgado hoje pela Folha de S. Paulo. A obrigatoriedade do percentual de 12% foi estabelecida em 2000, por meio de Emenda Constitucional. Segundo o jornal, os 16 estados usaram em outras áreas a verba específica da saúde. O desvio dos recursos chega a R$ 3,6 bilhões, em 2007. O valor daria para construir 70 hospitais.
Num ranking de aplicação das verbas apresentado pela Folha, Alagoas fica em 16º lugar, com investimento de 10,56%. Ainda segundo a reportagem, para demonstrar o cumprimento da meta de 12%, como manda a Constituição, os governos estaduais fazem uma “maquiagem” nos balanços. Gastos com restaurantes populares, saneamento e até fardamento para militares vão para a cota de “in vestimentos em saúde”.
O drible na obrigação se dá por conta de brechas na própria lei. Também por isso, o próprio Ministério da Saúde reconhece que não há punição para os governadores que descumprem a regra
.".

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A próxima Reunião do Fórum Contra as Fundações de Direito Privado será no dia 15 de setembro de 2009, amanhã terça-feira, às 19:15hs no SINTUFAL - Rua França Morel - Centro (próx. ao CEFET).


REUNIÃO AMPLIADA COM OS NÚCLEOS DO FÓRUM CONTRA AS FUNDAÇÕES DE DIREITO PRIVADO, DO HOSPITAL PORTUGAL RAMALHO, DO HGE, DO HEMOAL.

PAUTA:

  • Mobilizações e definição de data para o ATO/DEBATE no Hospital Escola Maternidade Sta Mônica.
  • Caravana em Defesa do SUS do dia 29 de outubro/2009. Nomes para a reunião de preparação e organização da Caravana que será em 21 set/2009.
  • Mobilizações para o DEBATE SOBRE AS FUNDAÇÕES DE DIREITO PRIVADO, promovida pelo CES/AL no dia 29.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009


Vejam, eles iniciam o discurso que só vão tornar OS os novos serviços, depois fazem as emendas para privatizar os antigos serviços. Governo do PSDB em São Paulo e aqui, que coincidência!
FOLHA DE SÃO PAULO, 31/08/2009
Projeto de Serra vai ampliar terceirização da saúde em SP Proposta, que já está na Assembleia, facilita convênio com organizações sociais

Novo modelo permite OSs em serviços já existentes, autoriza complementação salarial de servidores e libera acordo com fundação

LAURA CAPRIGLIONEDA REPORTAGEM LOCAL
HÉLIO SCHWARTSMANDA EQUIPE DE ARTICULISTAS
Está tudo pronto para que o projeto de lei complementar do governador José Serra (PSDB) que abre a possibilidade de terceirização de toda a rede estadual de saúde vá a voto a partir desta semana. Atualmente, 25 hospitais do Estado de São Paulo já são administrados por "entidades privadas sem fins lucrativos", as chamadas organizações sociais (OSs). Como a maioria dos deputados da Assembleia Legislativa integra a base de apoio ao governo, até mesmo a oposição dá como certa a aprovação da proposta.São três as principais mudanças em relação à lei das OSs hoje vigente no Estado: 1) será permitido que passem a atuar em serviços de saúde já existentes (antes, só em novos serviços); 2) será permitida a complementação salarial aos servidores públicos afastados para essas entidades; 3) será possível que fundações de apoio aos hospitais de ensino atu em como OSs, desde que existam há pelos menos dez anos."Está provado: com as OSs já implantadas, temos conseguido fazer 25% mais atendimentos a um custo 10% menor", disse o secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, na audiência pública realizada na última terça-feira na Assembleia Legislativa, convocada para discutir o modelo. "O que o projeto está propondo é o aprofundamento de uma experiência que já é tão bem sucedida", disse.Criadas a partir de 1998, quando a legislação federal passou a admiti-las, as organizações sociais são entidades privadas sem fins lucrativos credenciadas e contratadas pelo poder público para prestar serviços que anteriormente eram fornecidos diretamente pelo Estado. Os defensores do modelo afirmam que a vantagem operacional é que ele confere ao administrador mais agilidade, por livrá-lo da obrigatoriedade legal de fazer licitações e concursos públicos.Desde 2004, a fatia do orçamento da Saúde estadual paulista destinada às OSs cresceu 202% (foi de R$ 626,2 milhões para R$ 1,891 bilhão em 2009). No mesmo período, o orçamento da pasta cresceu em velocidade bem menor: 93%.A mudança pretendida por Serra aproxima o modelo de OSs estaduais do municipal, que desde 2006 permite a entrega de hospitais antigos à iniciativa privada. Hoje, metade da rede municipal é administrada diretamente pela prefeitura, enquanto a outra metade é gerenciada por OSs."Ao longo do tempo, os vários sistemas vão conviver", disse à Folha o secretário municipal da Saúde, Januario Montone. "São as camadas arqueológicas da burocracia brasileira", acrescenta. Para ele, o modelo das OSs é muito superior ao das autarquias, mas depende da existência de parceiros com credibilidade técnica e administrativa. "Se o parceiro é frágil, o modelo rui", diz.Presidente do TCE vê problema em modelo Para ele, Estado não tem condições de fiscalizar o que está em contrato e menos ainda de fixar preço pelo que compra

Modelo também é criticado por entidades ligadas ao funcionalismo; secretaria diz haver controle público e defende critérios adotados

DA REPORTAGEM LOCALDA EQUIPE DE ARTICULISTAS
O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Edgard Camargo Rodrigues, vê problemas no modelo das OSs (organizações sociais). "Como precificar o serviço que se está comprando? Um Estado que mal tem condições de fiscalizar o que está escrito em um contrato tem menos condições ainda de estabelecer preços justos pelos serviços que compra."Segundo ele, o TCE tem tido dificuldades para obter da Secretaria de Estado da Saúde informações sobre os contratos com as OSs. "Queremos saber: Como se chegou a esse valor? E é sempre uma resposta vaga."As entidades ligadas ao funcionalismo público também criticam o modelo: "Quase R$ 2 bilhões em dinheiro público serão colocados só neste ano nas mãos de entidades privadas selecionadas ao arbítrio da secretaria. E sem passar por licitações, sem a necessária transparência do que é feito com o recurso, sem contr ole social", critica o presidente do Sindicato da Saúde Pública no Estado, Benedito Augusto de Oliveira.A secretaria afirma que existem controles públicos sobre os contratos e a sua execução e que a escolha de uma OS obedece principalmente ao critério de capacitação técnica.As entidades contrárias às OSs dizem também que o modelo prepara o terreno para a privatização dos serviços públicos. Encontram o apoio do presidente do TCE: "Se não é essa a intenção, o caminho está aberto para isso. Especialmente com as modificações na lei das OSs em São Paulo", afirmou. "É como aconteceu nas estradas. Primeiro se sucateia, depois se diz: só tem uma saída: vamos privatizar e cobrar pedágio."A polêmica existe desde pelo menos 1998, quando o então ministro da Reforma do Estado e Administração Pública, Luiz Carlos Bresser Pereira (PSDB), propôs a figura jurídica das OSs e o Congresso aprovou. PT e PDT -mobilizados por sindicatos do funci onalismo- entraram com ação direta de inconstitucionalidade contra a lei, com argumentos semelhantes aos levantados hoje em SP. Passados mais de dez anos, a ação ainda não foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal.Em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou petição ao STF para que a ação fosse julgada rapidamente. Em junho, o STF acatou pedido da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) para atuar como parte da ação.Para Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC, a pesquisa científica ganha com o modelo das OSs. Na compra de equipamentos, por exemplo. Segundo ele, não é raro que exista apenas um fornecedor com capacidade técnica para desenvolver um aparelho. "Não é coisa que está na prateleira para você ir lá e comprar. Nesse caso, licitação é perda de tempo", disse.Ele diz que nos últimos anos várias leis que ampliam as possibilidades de parceria entre Estado e entidades sem fins lucrativos entraram em vi gor, mas isso não tem surtido efeito."Logo aparecem tribunais de contas, Ministério Público e outros, que tentam reintroduzir as antigas normas. Fica um movimento pendular." Essa insegurança jurídica, diz, tem impedido o avanço de um modelo que tem "muito a contribuir" para a ciência e a sociedade.
ANÁLISE

Estado moderno enfrenta dilema entre princípios DA REPORTAGEM LOCALDA EQUIPE DE ARTICULISTAS OSs, Oscips, ONGs, fundações estatais etc. são uma das respostas possíveis aos dilemas do Estado moderno. De um lado, está o princípio republicano da impessoalidade que, conforme o artigo 37 da Constituição, deve nortear todos os atos do poder público. De outro, está a busca pela eficiência, enunciada no mesmo artigo.É claro que perseguir um não implica renunciar ao outro. Pelo menos em teoria, eles não se excluem e são ambos compatíveis com a legalidade, a moralidade e a publicidade -os outros princípios fundamentais da administração pública.Tradicionalmente, são os processos licitatórios e os concursos públicos que visam dar concretude à regra da impessoalidade: se o Estado contrata sempre o servidor mais capaz e compra sempre pelo melhor pr eço, não apenas estão fechadas as portas para o favorecimento de amigos dos governantes como ainda deu-se um importante passo para tornar a ação do Estado mais eficaz.Na prática, porém, a coisa é mais difícil de equacionar. Mesmo que se deixe de lado o problema dos desvios -que podem ocorrer tanto no modelo das OSs como no do Estado executor-, existem situações em que os prazos e as condições exigidos para a realização de concursos e licitações podem conspirar contra a eficiência.Uma área onde isso ocorre com certa frequência é a saúde, não por acaso a esfera onde o fenômeno da terceirização mais avançou. Na gestão de hospitais e serviços sanitários, vive-se um estado de prontidão permanente, que está sempre a exigir contratações e compras de emergência. Quem puder fazê-lo com menos burocracia e em menor tempo tende a ter uma atuação mais eficaz.No mais, os princípios de impessoalidade e eficiência não se aplicam abs tratamente, mas em situações concretas e ao lado de outras regras da administração. Assim, embora o concurso em princípio garanta a contratação do profissional tecnicamente mais capacitado, existem também a isonomia e estabilidade, que lhe permitem, ainda que de forma desvirtuada, produzir muito pouco sem temer a demissão ou sanções.A verdade é que nem o modelo tradicional nem o das OSs são perfeitos ou imunes a desvios. Se o primeiro tem o mérito de possibilitar uma aplicação mais rígida das normas da impessoalidade e da publicidade, o segundo parece ser mais vantajoso no quesito da eficácia.Perguntar à população qual lado ela prefere reforçar é quase uma covardia: você quer os hospitais funcionando bem ou quer ver a moralidade administrativa imposta a ferro e fogo? (LAURA CAPRIGLIONE E HELIO SCHWARTSMAN)