segunda-feira, 16 de abril de 2012

Profissionais da saúde e estudantes protestam contra Privatização do HU

14:04 - 10/04/2012
Da Redação



Estudantes, professores e profissionais da área de saúde ligados a sindicatos, movimentos sociais e ao Fórum Estadual Contra a Privatização da Saúde, protestaram, no calçadão do Comércio de Maceió, no inicío da tarde desta terça-feira (10), contra privatização do Hospital Universitário do Estado (HU). Eles tentam impedir a implantação da Lei 12.550/2011, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para gerenciar os Hospitais Universitários do país, assinada pela presidente Dilma Rousseff.

Os manifestantes temem que o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), usado na formação de diversos estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), seja privatizado.

“Com a possível privatização do Hospital Universitário, a população alagoana que depende exclusivamente do serviço do SUS (Serviço Único de Saúde) será prejudicada, pois haverá redução de leitos e falta de profissionais. Além disso a privatização impedirá a realização de concurso público. Também os estudantes serão afetados ”, explicou a coordenadora do Fórum em Defesa do SUS e Contra a Privatização do HU e professora da Ufal, Valéria Correia.

O ato tem o objetivo de alertar a população sobre os problemas que podem surgir após a aprovação da privatização. Os participantes também recolheram assinaturas em um abaixo-assinado que deverá ser entregue ao Conselho Universitário da Ufal, que deverá realizar votação até o final do mês de junho para decidir se aceita ou não a implementação da Lei 12.500/2011.

Fonte:
http://tudonahora.uol.com.br/noticia/maceio/2012/04/10/182229/profissionais-da-saude-e-estudantes-protestam-contra-privatizacao-do-hu

Movimentos promovem ato contra a

privatização da saúde pública

Por Agência Pulsar / Fotos: Samuel Tosta (APN)


Uma manifestação em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo fim frente à Câmara do Rio de Janeiro nesta terça-feira (10). Cerca de 300 pessoas participaram do

protesto.



http://www.brasil.agenciapulsar.org/imagenes/iconaudio-br.gif


O ato público, que começou pela tarde e terminou por volta das 20h, reuniu movimentos sociais, sindicatos, partidos, estudantes, professores e profissionais da Saúde. Eles repudiaram a entrega da gestão de bens e recursos públicos do setor à iniciativa privada por meio das Organizações Sociais (OS`s) e das Fundações Estatais de Direito Privado.

A criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em dezembro de 2011, também foi criticada. Os manifestantes lembraram que essa política contraria as propostas aprovadas na 14ª Conferência Nacional de Saúde, também realizada no final do ano passado.

Para a professora de Serviço Social Maria Inês Bravo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), as empresas privadas administram a verba pública visando o lucro e não o bem da população. Ela pertence à Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, que defende a saúde como um direito humano.

 Integrantes da Campanha contra os Agrotóxicos e pela Vida levaram reflexões sobre a saúde no campo. Ivi Tavares, médica do setor de saúde do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirma queos venenos podem causar câncer, problemas hormonais, depressão, entre outras doenças nos trabalhadores rurais, mas também nos consumidores dos alimentos contaminados.

A terceirização do setor foi apontada como fator de precarização dos trabalhadores, que exigiram mais concursos públicos. A enfermeira sanitarista Magda Rodrigues, que trabalha no interior do Rio de Janeiro, questionou o governo de Sérgio Cabral (PMDB) por apostar nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) em vez de investir nos hospitais. Para ela, a opção serve para que o serviço público fique desacreditado frente à população, justificando abertura para a gestão privada.

Para 2012, houve um corte de 5,5 bilhões reais, anteriormente previstos no Orçamento da União. Além de protestar contra essa decisão do governo federal, os manifestantes do ato público no Rio de Janeiro reivindicaram também a garantia de pelo menos 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Saúde.














Fonte:
http://virusplanetario.net/2012/04/13/movimentos-promovem-ato-contra-privatizacao-da-saude-publica/

quarta-feira, 4 de abril de 2012



O dia Mundial da Saúde será dia 07/04, só que nós do Fórum e da Frente Nacional e todos os Fóruns de Saúde que a compõe decidimos fazer um ato unificado no dia 10/04, pela manhã. Este ato será composto por estudantes, professores, entidades, partidos, sindicatos, usuários, movimentos sociais, grupos, coletivos, UNCISAL, CRESS, UFAL, Igreja Católica com o tema da Campanha da Fraternidade: "Em Defesa da Saúde Pública", etc.


Faça parte deste ato você também, pois não é apenas um ato pela Saúde, é um ato em defesa da vida, da vida de 98% dos Brasileiros que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS)!


Por um SUS 100% público-estatal, de qualidade, livre de gestores privados!


Contra qualquer tipo de privatização (EBSERH, OS, OSCIP, Fundação Estatal de Direito Privado)!

Chamado para o CONSUNI - Homologação do Regimento Interno do HU

Olá, pessoal!


Na reunião de março do Conselho Universitário - CONSUNI, o novo Regimento Interno do HUPAA (com as modificações do Fórum) entrou em pauta, foi lido e alguns conselheiros fizeram destaques (pontos do texto que são marcados para serem discutidos após a leitura) durante a leitura. Não dando tempo, pois fomos até o teto de 18h e prolongamos para 18:30h, ele será rediscutido e possivelmente votado na reunião de abril, que será realizada no DIA 09, SEGUNDA-FEIRA, às 14h30.


Nós do Fórum em Defesa do SUS, conseguimos modificar o Regimento Interno original que a conselheira dos técnicos Risonilda, pediu vistas. Apresentamos nossas mudanças também nas reuniões do Conselho Diretor do HUPAA (Hospital Universitário Professor Alberto Antunes) que tiveram uma boa adesão através de votações no Conselho.


O Regimento modificado por nós trás modificações/propostas mais democráticas, em contrapartida ao que ele propunha inicialmente quando a conselheira Risonilda pediu vistas, mas mesmo assim ainda é preciso modificações.


Fiquemos atentos para o dia 09 de abril, na sala dos Conselhos da Reitoria da UFAL!


Depois deste embate, teremos a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares -EBSERH para enfrentar no CONSUNI!


Por um HU 100% público-estatal!


Fórum em Defesa do SUS e Contra a Privatização.

domingo, 25 de março de 2012

Rede Globo lança campanha contra a gestão pública dos Hospitais Universitários


Por Marcio Palmares*

Preparando o terreno para a privatização!

Desde o início da semana, com base em reportagens realizadas pelo “Fantástico”, a Rede Globo tem usado o “Jornal Nacional” para denunciar esquemas de corrupção em licitações realizadas em Hospitais Universitários e órgãos públicos do Rio de Janeiro.

As reportagens são, de fato, impressionantes. Elas mostram como as empresas privadas conseguem corromper funcionários públicos para fraudar licitações, gerando com isso negócios milionários, em que os prejudicados são a população e os cofres públicos. A repugnante “ética do mercado” (explicitada por uma representante de uma das empresas corruptoras), isto é, a lógica do capitalismo, do lucro, foi mostrada para todo o país através da ação criminosa dos agentes das empresas corruptoras.

O objetivo das denúncias, contudo, não é o de combater a corrupção.

Há muita corrupção no Brasil, principalmente no interior do governo. Seria possível revelar dezenas de esquemas de corrupção envolvendo empreiteiras, bancos e multinacionais, a partir de suas negociatas diretas com os chefes do poder executivo. Aliás, esse tem sido o método usado pela oposição de direita (DEM e PSDB) para derrubar ministros do governo Dilma. No Brasil, a corrupção é institucionalizada, praticada sistematicamente pelos partidos políticos que comandam o país. O saque aos cofres públicos e a depredação do Estado são formas de enriquecimento usadas há muito tempo pela elite brasileira.

Então, por que o estardalhaço repentino sobre fraudes em licitações ocorridas em Hospitais Universitários? A resposta é simples: a Rede Globo, trabalhando a pedido do governo e das grandes empresas da área de saúde, está preparando a consciência da população para a privatização dos HUs, através da EBSERH.

Receita de bolo da privatização

A política de privatizações aplicada em nosso país desde a época do governo Collor é bem conhecida: sucateamento dos órgãos públicos seguido de campanhas de difamação na imprensa.

No caso em questão, como não é possível atacar diretamente os Hospitais Universitários, instituições que, apesar do sucateamento, prestam serviços de alto nível, o foco da campanha do “Jornal Nacional” são as licitações, o mínimo controle social que existe hoje sobre as compras e contratação de serviços nos HUs. A intenção da reportagem é passar a impressão de que as licitações não evitam a corrupção, as negociatas, os privilégios, e que, no fim das contas, dá na mesma, com ou sem licitação.

De certa forma, isso é verdade. O problema, porém, não é a licitação em si, e sim a corrupção dos agentes públicos. O governo deveria combater a corrupção, e não criar uma empresa privada para gerir os Hospitais Universitários. Combater a corrupção, a “ética do mercado”, entregando os órgãos públicos para a iniciativa privada é o mesmo que tentar apagar um incêndio com gasolina.

A EBSERH não terá controle social

Uma das supostas “vantagens” da EBSERH sobre a gestão pública dos Hospitais Universitários — vantagens para os privatistas, obviamente — seria a sua maior “flexibilidade” em matéria de compras e contratações.

No Estatuto Social da nova empresa, as compras e contratações de serviços ficarão a cargo do Conselho de Administração, sem qualquer tipo de controle externo! Ora, se atualmente, com toda a burocracia dos processos licitatórios, a máfia dos fornecedores, através da corrupção, já consegue fechar “negócios da China” com os hospitais, como ficarão as coisas depois que as compras forem totalmente secretas?

Governo DILMA: antes e depois

A presidente Dilma Rousseff fez muitos discursos contra as privatizações em sua campanha eleitoral. Assim que chegou ao poder, contudo, completou o Programa Nacional de Desestatização iniciado por Collor de Mello e aplicado a fundo por FHC. Antes de completar dois anos de mandato, Dilma privatizou os Correios, os principais aeroportos do país, parte da previdência dos servidores públicos (através do Funpresp) e os Hospitais Universitários.

A pergunta é: quem ganha com essas privatizações? Os trabalhadores ou os capitalistas? A privatização favorece o interesse público ou favorece a “ética do mercado”?

A resposta é óbvia. Como dizia o velho Marx: “o governo do Estado moderno é apenas um comitê para gerir os negócios comuns de toda a burguesia”.

SINDITEST-PR na luta contra a privatização do HC!

Neste mês de abril, o SINDITEST intensificará mobilizações para barrar a EBSERH na UFPR. Estas mobilizações já estão sendo construídas com o movimento estudantil e a APUFPR-SSind. Nacionalmente, é a Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde que vem articulando essas ações.

Estamos preparando a publicação de uma edição especial de nosso jornal, integralmente dedicada ao tema.

Em breve divulgaremos o calendário de atividades da campanha!

Vamos defender o patrimônio público, o SUS e nossos empregos!

Abaixo a privataria!

*Marcio Palmares é técnico-administrativo em educação na UFPR e diretor do SINDITEST-PR.


Fonte: http://www.sinditest.org.br/portal/geral/rede-globo-lanca-campanha-contra-a-gestao-publica-dos-hospitais-universitarios/

quarta-feira, 21 de março de 2012

Manifesto da Frente Nacional Contra a Privatização em Defesa dos HUs!

Manifesto contra a EBSERH: leia, informe-se e assine!




Companheiras e Companheiros,

Segue mais abaixo o manifesto da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, que apresenta os argumentos e justificativas que fazem os seus integrantes serem contrários que a gestão dos Hospitais Universitários (HUs) do Brasil passem a ser geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).


Se você é integrante de alguma instituição, projeto acadêmico, partido político, movimento social, agrupamento político, movimento popular, sindicato, Organização Não-Governamental (ONG) ou qualquer outro tipo de entidade/organização, e concorda com o texto, por favor, pedimos que você comunique o manifesto aos seus companheiros, e solicite a assinatura da entidade/organização ao manifesto!

Envie as assinaturas no endereço eletrônico (e-mail)


ou


Segue abaixo o manifesto.


Querendo ter acesso a mais documentos e textos que tratam sobre a EBSERH, cliqueaqui -> (http://www.contraprivatizacao.com.br/2012/03/especial-contra-ebserh.html)



- FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE -

MANIFESTO EM DEFESA DOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS COMO INSTITUIÇÕES DE ENSINO PÚBLICA-ESTATAL, VINCULADA ÀS UNIVERSIDADES, SOB A ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO:

CONTRA A IMPLANTAÇÃO DA EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES NOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS (HUs) DO BRASIL

A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde aqui vem manifestar a sua posição contrária à implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) nos Hospitais Universitários e em qualquer outro Hospital-escola do país, porque considera a sua implantação uma afronta:

1) ao caráter público dos HUs e à sua característica nata de instituição de ensino vinculada à Universidade;
2) um desrespeito à autonomia universitária garantida no artigo 207 da Constituição de 1988;
3) um risco à independência das pesquisas realizadas no âmbito dos HUs;
4) uma forma de flexibilizar os vínculos de trabalho e acabar com concurso público;
5) além de prejudicar a população usuária dos serviços assistenciais prestados pelos Hospitais-escola e de colocar em risco de dilapidação os bens públicos da União ao transferi-los a uma Empresa.

Impedir a implantação da EBSERH (Lei nº 12.550/2011 "http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12550.htm") nos hospitais-escola federais significa evitar a privatização do maior sistema hospitalar público brasileiro, composto por 45 unidades hospitalares. A implantação desta Empresa representa uma séria ameaça para o Sistema Único de Saúde, consolidando o projeto privatista em curso.

A principal justificativa para criação da Empresa apresentada pelo Governo Federal seria a necessidade de “regularizar” a situação dos funcionários terceirizados dos HUs em todo o país (26 mil trabalhadores no total). Entretanto, a proposta apresentada intensifica a lógica de precarização do trabalho no serviço público e na saúde, pois, ao permitir contratar funcionários através da CLT por tempo determinado (contrato temporário de emprego),acaba com a estabilidade e implementa a lógica da rotatividade, típica do setor privado, comprometendo a continuidade e qualidade do atendimento em saúde. A gestão hospitalar pela EBSERH significa o oposto do que têm defendido e reivindicado os trabalhadores da saúde: no lugar do Concurso e Carreira Públicos teríamos o agravamento da precarização do trabalho. É inconstitucional e um ataque aos direitos trabalhistas duramente conquistados, pois desobedece a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2.135/2007, que restabelece o Regime Jurídico Único (RJU) previsto no artigo 39 da Constituição Federal para contratação de pessoal na administração direta, autarquias e fundações mantidas com recursos do orçamento público que integram a administração indireta da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

A desobediência à Constituição, na Lei nº 12.550/2011, se estende ao prever, no artigo 7º, a cessão de servidores públicos para a EBSERH com ônus para a origem (órgão do Poder Público). Esta cessão é inadmissível à luz dos princípios mais elementares do Direito, assim como obriga os servidores à prestação de serviços a entidades com personalidade jurídica de direito privado, quando foram concursados para trabalharem em órgãos públicos. Esses servidores, muitos deles qualificados com especializações, mestrados e doutorados, passariam a ter carga-horária, processos de trabalhos e de gerência determinados e controlados pela Empresa, que também passaria a definir metas e produtividade.

A saúde e educação são bens públicos, que não podem e não devem se submeter aos interesses do mercado. A EBSERH nega esse princípio constitucional e abre espaço para mercantilização dos serviços de saúde prestados pelos HUs. O fato de se afirmar como empresa pública e prestar serviços para o SUS não resolve o problema, pois concretamente as possibilidades de “venda” de serviços pela Empresa são reais e estão postas na Lei. Inclusive, as atividades de pesquisa e ensino seguem podendo ser vendidas a entidades privadas por meio de “acordos e convênios que realizar com entidades nacionais e internacionais” (Lei nº 12.550/2011, artigo 8º, Inciso II), sendo esta uma das fontes de recursos da EBSERH.

Outra grave afronta da EBSERH diz respeito à autonomia universitária, que ficaria seriamente comprometida sob essa forma de gestão. Na prática, a gerência da Empresa, com poderes amplos para firmar contratos, convênios, contratar pessoal técnico, definir processos administrativos internos e definir metas de gestão, acabaria com a vinculação dos HUs às Universidades. Para o jurista Dalmo Dallari, os projetos que apontam para a desvinculação dos HUs das Universidades (como aponta a própria EBSERH), carecem de lógica a e razoabilidade jurídica.

Quebra-se também o princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e a verdadeira natureza dos Hospitais Universitários, que se limitariam, sob os ditames e gerenciamento da nova Empresa, a prestar serviços de assistência à saúde, conforme pactos e metas de contratualização.

Os serviços, regidos sob a lógica do mercado, prejudicariam a população usuária, pois ao ter por princípio tão somente o cumprimento de metas contidas no contrato de gestão firmado, não se teria garantias da qualidade dos serviços de saúde e do atendimento às demandas. Além disto, o número de leitos para os usuários do SUS seriam diminuídos, a exemplo do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (apresentado pelo Governo Federal como modelo para implantação da EBSERH) que tem dupla porta de entrada, vendendo 30% dos seus leitos para planos privados de saúde.
Vamos dizer não à implantação da EBSERH nos Hospitais Universitários do Brasil!Diferente do que se afirma, a EBSERH não pode ser vista como uma “imposição” legal ou como única possibilidade de sobrevivência dos HUs. Ao contrário, esses hospitais já estão consolidados como Centros de Excelência, nos campos de Ensino, Pesquisa, Extensão e Assistência, têm dotação orçamentária garantida por Lei e mantêm contratos de prestação de Assistência em Saúde, nos níveis de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em várias áreas estratégicas desse Sistema. Portanto, servem diretamente a sociedade brasileira. Cada Universidade deverá decidir, nas suas instâncias colegiadas, se deseja ou não passar o seu patrimônio, o seu quadro funcional e os seus Hospitais de Ensino à gerência da EBSERH, e, se decidirem pela adesão, com isso abdicam da sua autonomia.

Considerando o que foi ao deliberado pela 14ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 2011 e diante dos prejuízos que a implantação desta Empresa nos Hospitais Universitários do Brasil trará para os usuários, trabalhadores, estudantes e para a sociedade em geral, a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde conclama à comunidade universitária e aos Conselheiros das diversas universidades a rejeitarem, no Conselho Universitário, a sua implantação.

Espera-se que os Conselheiros Universitários não compactuem com a entrega do patrimônio do Estado a interesses privados travestidos de públicos, abrindo caminho para a corrupção que tem sido documentada por Tribunais de Contas, Ministério Público, órgãos de imprensa e movimentos sociais nos casos de terceirização da saúde no País.

Não se deixem intimidar pelas chantagens de que os HUs fecharão caso não seja aprovado o contrato com a EBSERH! Com muita atenção acompanharemos mais esta tentativa de atingir o SUS e desrespeitar a decisão da 14ª Conferência Nacional de Saúde, em 2011, de não implantação da EBSERH!

Pela Defesa dos Hospitais Universitários:
Concurso Público Já!
Por um Sistema Único de Saúde – SUS - Público e Estatal!
O SUS é Nosso, ninguém tira da gente,
Direito garantido não se compra não se vende!”


Participe desta Luta!
Frente Nacional contra a Privatização da Saúde

Assinam este manifesto:
(Assinaturas atualizadas em 21/03/2012)

FÓRUNS ESTADUAIS QUE PARTICIPAM DA FRENTE:

COMITÊ EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA DO MATO GROSSO
FÓRUM DE SAÚDE DE GOIÁS
FÓRUM DE SAÚDE DO MARANHÃO
FÓRUM DE SAÚDE DO PARÁ
FÓRUM DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO
FÓRUM EM DEFESA DO SUS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE DE MINAS GERAIS
FÓRUM EM DEFESA DO SUS DO DISTRITO FEDERAL
FÓRUM EM DEFESA DO SUS DO RIO GRANDE DO SUL
FÓRUM EM DEFESA DO SUS E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DE ALAGOAS
FÓRUM ESTADUAL EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO E CONTRA AS TERCEIRIZAÇÕES DO RIO GRANDE DONORTE
FÓRUM PARAIBANO EM DEFESA DO SUS E CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES
FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DE SÃO PAULO
FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DO PARANÁ
FRENTE CEARENSE EM DEFESA DO SUS E CONTRA A SUA PRIVATIZAÇÃO
FRENTE PERNAMBUCANA EM DEFESA DO SUS E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

FÓRUNS REGIONAIS OU MUNICIPAIS

Fórum contra a Privatização das Políticas Públicas em Niterói (RJ)
Fórum de Combate a Privatização do SUS no município de Campos dos Goytacazes (RJ)
Fórum de Saúde da Baixada Litorânea (RJ)
Fórum Popular de Políticas Públicas de Duque de Caxias(RJ)
Fórum Popular de Saúde da Baixada Santista (SP)
Fórum Popular de Saúde de Barretos e Região (SP)
Fórum Popular de Saúde Ambiental de Barueri MOPSAB (SP)
Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região (PR)

ENTIDADES E ORGANIZAÇÕES NACIONAIS

ANDES-SN - Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior