No 7 de Abril desse ano, realizamos mais um ato, em frente a Secreteria Municipal de Saúde (SMS), onde levamos panfletos, abaixo-assinados e cartazes, dialogando com a população sobre a situação da saúde em Maceió, Alagoas e Brasil, e informando a grande ameaça à saúde pública que é a privatização com os novos modelos de gestão como Organizações Sociais (OSs), Empresa de Serviços Hospitalares (EBSERH), os que temos em Alagoas! Entregamos também um documento a SMS, exigindo a não contratação das OSs para gerir as unidades de saúde de Maceió (documento nas notas da página do Fórum) e abaixo-assinados com 3.310 assinaturas contra as OSs!
quarta-feira, 8 de abril de 2015
7 de Abril - Dia Mundial da Saúde
No 7 de Abril desse ano, realizamos mais um ato, em frente a Secreteria Municipal de Saúde (SMS), onde levamos panfletos, abaixo-assinados e cartazes, dialogando com a população sobre a situação da saúde em Maceió, Alagoas e Brasil, e informando a grande ameaça à saúde pública que é a privatização com os novos modelos de gestão como Organizações Sociais (OSs), Empresa de Serviços Hospitalares (EBSERH), os que temos em Alagoas! Entregamos também um documento a SMS, exigindo a não contratação das OSs para gerir as unidades de saúde de Maceió (documento nas notas da página do Fórum) e abaixo-assinados com 3.310 assinaturas contra as OSs!
V Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde
Para acessar o Canal, basta clicar no link:
www.youtube.com/ContraPrivatizacaoBrasil
II Seminário "Reforma Sanitária e Lutas Sociais em Defesa da Saúde Pública: Rumo à 15ª CNS"
O Fórum Alagoano em Defesa do SUS e Contra a Privatização em conjunto com Grupo de Pesquisa e Extensão Políticas Públicas, Controle Social e Movimentos Sociais realizou nos dias 13 e 14 de março, na UFAL /Campus Maceió. O II Seminário com o tema "Reforma Sanitária e lutas sociais em defesa da saúde pública: Rumo à 15ª CNS". Este Seminário foi um evento preparatório para o V Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde: "Saúde, Crise do Capital e Lutas Sociais na América Latina". Contou com a presença dos expositores: Silvana Medeiros (Fórum e Profa. Drª da UFAL/Palmeira), Valéria Correia (Fórum/Frente Nacional e Profa. Drª da FSSO/UFAL), Viviane Medeiros (Mestre PPGSS/UFAL), Bruno Fontan (FórumSUS) e Edna Bezerra (profa. Mestra da UFAL e MOPS).
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Seminário “A Privatização da Saúde: EBSERH e OSs”
O Fórum Alagoano Em Defesa do SUS e Contra a Privatização em conjunto com Grupo de Pesquisa e Extensão Políticas Públicas, Controle Social e Movimentos Sociais realizou o seminário “A Privatização da Saúde: EBSERH e OSs”, no qual foi debatido teórica e juridicamente as formas de privatização da saúde pública. Tivemos como palestrante Dr. Peterson de Paula Pereira – Procurador Geral da República – e como debatedores a Procuradora Roberta Bonfim (MPF), o Promotor Ubirajara Ramos (MPE) e a Prof. Dra Maria Valéria Correia do Fórum Alagoano em Defesa do SUS.
Algumas fotos do evento:
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sábado, 24 de maio de 2014
O Fórum Alagoano Em Defesa do SUS e Contra a Privatização em conjunto com Grupo de Pesquisa e Extensão Políticas Públicas, Controle Social e Movimentos Sociais vêm por meio deste, convidar a população alagoana a participar do seminário “A Privatização da Saúde: EBSERH e OSs”, no qual será debatido teórica e juridicamente as formas de privatização da saúde pública. Teremos como palestrante Dr. Peterson de Paula Pereira – Procurador Geral da República – e como debatedores representantes do MPF, do MPE, do MPT e do Fórum Alagoano em Defesa do SUS. Será realizado no do dia 27 (terça-feira) de Maio de 2014, a partir das 8h, no Auditório da Reitoria, na Ufal.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Por que somos contra as OS?
Por que somos contra a Lei nº 6.304/2014 que cria as Organizações Sociais (OSs) em Maceió?
Porque:
1- As OSs promovem a terceirização da gestão e da execução de atividades e serviços de interesse público - nas áreas do ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e institucional, proteção e preservação do meio ambiente, bem como à saúde, ao trabalho, à ação social, à cultura e ao desporto e à agropecuária - para “entidades de direito privado”, qualificadas como “Organizações Sociais”, mediante “Contrato de Gestão celebrado com o Poder Público” (art. 3º da Lei 6.304/2014), repassando para estas patrimônio, bens, instalações, equipamentos públicos, servidores e recursos orçamentários públicos. Estes serviços sociais públicos são vitais à população maceioense e não podem ser terceirizados. A Constituição Federal assegura os direitos sociais como dever do Estado, o que impede o Estado de desresponsabilizar-se da prestação destes serviços, não podendo repassá-los para entidades privadas, conforme propõe o art. 1º da Lei 6.304/2014. Além dos direitos garantidos no Art. 6º pela Constituição, ela estabelece no Art. 196, a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e no Art. 205 a Educação, nos Arts. 203 e 204 garante a Assistência Social a quem dela necessitar. Assim, os serviços de Saúde, Educação e Assistência Social não podem ser terceirizados para entidades privadas.
2- Tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI 1923/98, que questiona a constitucionalidade da Lei 9.637 de 1998 que cria as OSs no Brasil. Após 13 anos, no dia 31/03/2011, esta ADI entrou na pauta do SFT. O voto do relator, então Ministro do STF Ayres Britto, foi favorável parcialmente a esta ADI, ao argumentar que: “[...] Fácil notar, então, que se trata mesmo é de um programa de privatização. Privatização, cuja inconstitucionalidade, para mim, é manifesta [...] O que me parece juridicamente aberrante, pois não se pode forçar o Estado a desaprender o fazimento daquilo que é da sua própria compostura operacional: a prestação de serviços públicos”. Com efeito, como consta no documento do Grupo de Trabalho da Saúde, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, “Fundamentos básicos para atuação do MPF contra a terceirização da gestão dos serviços prestados nos estabelecimentos públicos de saúde”: “a Lei Federal e as leis estaduais e municipais editadas que admitem e disciplinam a transferência de serviços públicos de saúde para pessoas jurídicas de direito privado (instituições privadas), são inconstitucionais, pois colidem frontalmente com os princípios e regras da Constituição da República e da Lei Orgânica da Saúde que regem a promoção do direito à saúde através do SUS”.
3- Nas unidades de saúde em outros estados e municípios brasileiros onde as OSs foram implantadas já se tem demonstrado uma série de problemas que estão sendo apurados pelo TCU, TCE e Ministério Público Estadual e Federal em relação ao mau atendimento aos usuários, precarização do trabalho e desvio de recursos públicos. Constata-se que os hospitais geridos por OSs em São Paulo, computados os gastos tributários, apresentam um prejuízo econômico maior que os geridos pela administração direta (TCE/SP, 2011). O TCE do Mato Grosso instaurou uma Comissão Técnica para investigar possíveis superfaturamentos nos pagamentos da Secretaria Estadual de Saúde para cinco Organizações Sociais (OSs) responsáveis por administrar hospitais em Mato Grosso. (Diário Oficial Eletrônico de 04/04/2013). O Governo de MT gasta mais com OSs do que com gestão pública de saúde, um dos hospitais chegou a receber 8 vezes mais ao ser administrado por OS, no período de um ano, do que quando era sob a administração direta do Estado. Auditoria descobre 25 falhas cometidas pela OS IPAS na gestão da Farmácia de Alto Custo de MT. Centenas de remédios “apodreceram” após terem perdido o prazo de validade. Ver outros problemas que as OSs já demonstram no Documento em anexo: “Contra fatos não há argumentos que sustentem as OSs no país”.
4- A única OS existente em Alagoas é no município de Santana do Ipanema. Onde o Departamento Nacional de Auditores do SUS (DENASUS) realizou uma auditoria em 2011 no Hospital Dr. Clodolfo Rodrigues, a pedido do Ministério Público Estadual, período 2004/2011, o relatório nº 10.499 com mais de 50 páginas, consta superfaturamento em compras de equipamentos, ilegalidade no contrato entre a prefeitura e a OS IPAS – Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde, irregularidades em dezenas de licitações para aquisição de equipamentos. Os auditores recomendam ainda que a então prefeita e a então secretaria de saúde devolvam ao Fundo Nacional de Saúde do Ministério da Saúde R$ 3.755.973,00 devidamente atualizado monetariamente e acrescido de juros de mora, devido o IPAS ter recebido os recursos sem executar ações de saúde, quando o hospital ainda estava fechado para a população. O MPE do Rio Grande do Norte, em 2012, abriu procedimento Investigatório Criminal envolvendo esta mesma OS (IPAS), considerando que esta fazia parte de uma “complexa e bem estruturada organização criminosa, que atua com voracidade e tenacidade no desvio de recursos públicos do Município de Natal, cuja sangria de dinheiro se daria por intermédio da Secretaria de Saúde do Município de Natal”. (MPE, 2012). Houve o cancelamento do contrato desta Secretaria com o IPAS.
5- A cessão de servidores públicos com ônus para a origem (órgão do Poder Público), prevista nos artigos 31 a 35 da Lei n. 6.304/2014 é inadmissível à luz dos princípios mais elementares do Direito, assim como obrigá-los à prestação de serviços a entidades privadas, quando foram concursados para trabalharem em órgãos públicos.
6- As Organizações Sociais (criadas pela Lei 9.637/98) eliminam concurso público para contratação de pessoal, abrindo um precedente para o clientelismo nesta contratação, bem como para a precarização do trabalho frente à flexibilização dos vínculos.
7- A dispensa de licitação garantida às OSs para compra de material e cessão de prédios é ilegal e fere a Constituição e a Lei 8.666/93, abrindo precedentes para o desvio do erário público, a exemplo do que já vem sendo investigado pelo Ministério Público da Bahia, Paraná e Pernambuco onde esse tipo de gestão já foi instalado.
8- Desconsidera a deliberação Conselho Nacional de Saúde nº 001, de 10 de março de 2005, contrária “à terceirização da gerência e da gestão de serviços e de pessoal do setor saúde, assim como, da administração gerenciada de ações e serviços, a exemplo das Organizações Sociais (OS) [...]”. Também desconsidera a Resolução do Conselho Estadual de Saúde de Alagoas nº 016/2009, de 20 de maio de 2009, que expressa posição contrária à “terceirização da Gerência e da Gestão de Serviços de Saúde, assim como da administração gerenciada de ações e serviços, a exemplo das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), das Organizações Sociais de Saúde (OSS), das Fundações Estatais de Direito Privado ou de outros mecanismos e/ou iniciativas com objetivos idênticos que atentem contra a Constituição Federal, Artigo 196 que estabelece que a saúde ‘é direito de todos e dever do Estado’, como contra os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS” (Ver Resolução do CES/AL, em anexo). Desrespeita a deliberação da 14ª Conferência Nacional de Saúde que decidiu: “Rejeitar a cessão da gestão de serviços públicos de saúde para as OSs, e solicitar ao STF que julgue procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1923/98, de forma a considerar inconstitucional a Lei federal nº 9637/98, que estabelece esta forma de terceirização.”
Diante do exposto, exigimos que os problemas que atingem ao SUS no município de Maceió sejam enfrentados com medidas que reforcem o modelo de gestão já garantido na legislação do SUS: descentralizado, com uma rede regionalizada e hierarquizada de serviços; com acesso universal e com integralidade da atenção à saúde; com financiamento tripartite; e com controle social.
Ao final, o Fórum Alagoano em Defesa do SUS e contra a Privatização, que integra a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde que vem empreendendo uma luta nacional pela procedência da ADI 1923/98, contra a Lei que cria as OSs, cujo abaixo assinado tem mais de 9 mil signatários e cerca de 400 entidades, afirma que os problemas que atingem ao SUS não estão centrados no seu modelo de gestão, pelo contrário, a não existência das condições necessárias para a efetivação deste modelo é que se constitui no principal problema a ser enfrentado: mais recursos para a saúde para ampliação da rede pública, sob administração direta do Estado; o investimento para a formação do gestor, que deve ser servidor público concursado; viabilizar a garantia da transparência da gestão e do controle social dos gastos; Implementação de uma política de valorização do trabalhador da saúde que considere a admissão dos trabalhadores por concurso público, a isonomia salarial, a estabilidade do trabalho, os Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a qualificação profissional.
Pela retirada da Lei 6.304/2014 que cria as OSs em Maceió!
Defendemos concursos públicos e a carreira pública no Serviço Público!
Somos contrários à precarização do trabalho!
Abaixo qualquer forma de privatização da rede pública de serviço!
O SUS é nosso, ninguém tira da gente, direito garantido não se compra nem se vende!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Prefeito assina Termo de Compromisso com H.U. para ampliação de atendimento no SUS
O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, e o secretário municipal de Saúde, João Marcelo Lyra, assinam nesta terça-feira, dia 13, termo de compromisso em parceria com o governo do Estado e o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA). A solenidade, que contará com a presença do governador Teotonio Vilela Filho, e da direção do Hospital Universitário, terá início às 10h, no HU.
O termo irá assegurar a disponibilização de ações e serviços visando ao aumento da oferta e a melhoria da atenção em oncologia, oftalmologia, atenção materno-infantil e radiodiagnóstico.
Graças ao convênio serão disponibilizados 18 leitos de oncologia, dos quais dez leitos de retaguarda para intercorrências de pacientes oncológicos oriundos do Hospital Geral do Estado, realização de 258 biópsias incluindo BioSUS de próstata, mama e colo de útero, além de biópsias guiadas de fígado e pulmão. Também estão garantidas tomografias, mais de mil ressonâncias nucleares magnéticas, ultrassonografias; cirurgias oftalmológicas, de média e de alta complexidade.
Para a operacionalização do termo de compromisso serão contratados 134 profissionais por meio de seleção da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes), sendo 60 médicos, 18 profissionais de nível superior, 45 técnicos e auxiliares de enfermagem e 11 servidores administrativos.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
MPF recomenda à Unirio ampla discussão sobre mudança na gestão do Hospital Gafrée e Guinle
Fachada do Hospital Gafrée e Guinle Fernando Quevedo em 19/04/2006 / O Globo
RIO — O Ministério Público Federal expediu, no último dia 1º, uma recomendação à Unirio para debater os aspectos positivos e negativos de uma possível adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), antes de decidir passar para ela a gestão do Hospital Gaffrée e Guinle, ligado à instituição universitária. A Ebserh foi criada pelo governo federal em 2011 como forma de melhorar a gestão dos seus hospitais universitários. Agora, qualquer contratação nessas unidades só pode ser feita por intermédio dela, que é uma empresa pública de direito privado.
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A decisão final da Unirio cabe ao Conselho Universitário (Consuni). Segundo o documento enviado para o reitor da universidade, o tema deve ser esclarecido e debatido com professores, técnicos administrativos e estudantes, assim como com pacientes do hospital e cidadãos em geral. É recomendado ainda que haja uma audiência pública.
A procuradora da República Roberta Trajano, que acompanha o caso, ressalta que um documento da Ebserh enviado às universidades federais tem contradições. Nele, a empresa nega que seja obrigatória a adesão ao novo modelo de gestão, pois todas as instituições continuarão recebendo recursos do governo. Contudo, afirma que “as universidades que não aderirem à empresa não terão condições de cumprir” um acórdão do TCU, de 2006. Isso porque o tribunal determinou na época a demissão de funcionários terceirizados, contratados temporariamente. Mas, para repor essa mão de obra agora, é preciso que as universidades fiquem sob a gestão da Ebserh.
— Isso não deixa de ser uma forma de pressão — afirma a procuradora.
Unirio diz que assunto é discutido desde 2012
Em nota, a Unirio informou que a reitoria já vem debatendo, desde 2012, a entrega da gestão do Hospital Gaffrée e Guinle à Ebserh. Anteontem, o Conselho Universitário realizou uma sessão, sem caráter deliberativo, com a presença de autoridades federais das áreas de educação e saúde, além de um representante da empresa. Há um calendário de debates previsto até 25 de setembro.
Tarcísio Rivello, diretor-geral do Hospital Universitário Antonio Pedro, da UFF, concorda com a procuradora da República Roberta Trajano: há pressão para que as instituições aceitem a gestão da Ebserh. Ele diz ser contrário à adesão. Os principais motivos alegados são a centralização de poderes na empresa e a forma de contrato por tempo indeterminado:
— Há uma pressão que, dentro de um Estado democrático, não deveria acontecer. Isso é coação. O contrato é por tempo indeterminado e leonino, porque todas as questões estão concentradas no escritório central da Ebserh, em Brasília. Não aceito isso.
Já a UFRJ formalizou uma pré-adesão à Ebserh,para que fosse iniciado o dimensionamento de pessoal e de serviços para a contratação da empresa. A universidade ainda está finalizando a discussão no Conselho Universitário, mas o reitor Carlos Levi e a Congregação de Medicina já se mostraram favoráveis à adesão.
Ação no STF contra lei
Segundo a procuradora Roberta Trajano, os repasses de verbas do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, do Ministério da Educação, atrasaram em 2012 e este ano. A primeira parcela, que tem pagamento previsto para maio, só foi paga no segundo semestre nos dois anos. O MPF instaurou um procedimento para apurar os atrasos.
— Com esses atrasos, as diretorias não têm como se planejar e isso afeta a gestão. O sucateamento dos hospitais universitários não é de hoje, ele ocorreu ao longo das últimas décadas. O problema é que agora está servindo de justificativa para uma mudança, que precisa ser amplamente debatida — disse Roberta.
Quando criou a Ebserh, o governo federal disse que ela garantiria mais agilidade nas contratações, pois seriam feitas pelo regime da CLT. Com isso, por exemplo, demitir profissionais seria mais fácil. Houve, no entanto, baixa adesão dos hospitais ao novo modelo. Muitos profissionais o repudiam, temendo pelo fim da autonomia das unidades universitárias. Além disso, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, considerou a lei que criou a Ebserh inconstitucional, por atribuir à empresa a prestação de um serviço público. Gurgel ajuizou uma ação no STF, que ainda não foi julgada.
Entenda o que é a Ebserh
A criação da Ebserh foi apresentada pelo governo federal, em dezembro de 2011, como a forma de melhorar a gestão dos hospitais universitários, que já enfrentavam graves problemas. A empresa pública de direito privado garantiria mais agilidade às contratações uma vez que as faz em regime de CLT.
Repudiada por muitos profissionais do setor, que temem pelo fim da autonomia dos hospitais universitários, a iniciativa também encontrou resistência do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele considera a lei que criou a Ebserh inconstitucional, o que o fez ajuizar uma ação no Supremo Tribunal Federal.
A baixa adesão impede a especialista em gestão hospitalar Ana Maria Malik, coordenadora da GV Saúde, a realizar uma avaliação a respeito da implantação da empresa nos hospitais universitários. Ainda assim, ela ressalta que não vai ser o modelo de gestão que vai resolver ou atrapalhar o bom funcionamento das unidades:
— Um modelo de gestão, uma figura jurídica, o tipo de organização não resolve nem impede nada. É preciso, sim, ter pessoas comprometidas à frente das instituições, interessadas nos pacientes e não por outra questão qualquer. Essa me parece ser apenas mais uma tentativa, mas ainda não temos como avaliar se vai ser bem sucedida ou não.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Vice-reitora recebe estudantes e entidades para discutir situação do HU
Entre as reivindicações, eles pedem realização e concurso público para aumentar o quadro de pessoal do hospital e o número de leitos
10 de Julho de 2013
10 de Julho de 2013
Redação Ascom
Em reunião desta quarta-feira (10), a vice-reitora Rachel Rocha recebeu alunos do curso de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), dos Diretórios Acadêmicos de Medicina e Nutrição, do Movimento dos Sem Terra (MST), além da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel), do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal) e do Fórum em Defesa do SUS. Ela e os pró-reitores ouviram as reivindicações da comissão sobre contratação de mais servidores e melhorias estruturais no Hospital Universitário (HU).
De acordo com o estudante Wibson Ribeiro, o movimento quer discutir a situação do HU e pede a realização de concurso público para contratação de mais profissionais, principalmente nutricionistas. “Também buscamos melhorias na assistência estudantil, repudiamos a adesão à Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), queremos maior número de leitos no HU e melhorias nas condições da maternidade”, ressaltou.
A vice-reitora disse entender as preocupações dos estudantes e das entidades e que esse é um problema complexo e nacional, mas afirmou que a gestão central da universidade também luta por um patrimônio que é de todos – o HU. Rachel Rocha também anunciou a realização de uma sessão extraordinária do Conselho Universitário (Consuni), para o próximo dia 29, quando serão colocadas todas as questões referentes ao hospital.
Sobre a questão orçamentária da universidade, o pró-reitor de Gestão Institucional, Valmir Pedrosa, destacou que o HU é prioridade para a gestão. “O orçamento enviado pelo governo federal foi homologado com atraso, no dia 5 de abril, e isso comprometeu o hospital no que diz respeito, por exemplo, à aquisição de medicamentos. Ainda assim, a Ufal destinou recursos, deixando de honrar outros compromissos, e liberou cerca de R$ 600 mil para amenizar a situação do hospital”, revelou.
O coordenador-geral do Sintufal, Jeamerson Santos, falou da importância em manter um diálogo aberto com a gestão central da Ufal e solicitou esclarecimento sobre boatos acerca da redistribuição de funcionários do HU para outros setores da universidade.
A pró-reitora de Gestão de Pessoas e do Trabalho, Silvia Cardeal, solicitou que lhe fosse entregue documento questionando servidor sobre a saída do HU para outras áreas da universidade, para que sejam tomadas as medidas cabíveis.
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